terça-feira, 29 de abril de 2014

Preacher: Volume 02


PREACHER: VOLUME 2 - ATÉ O FIM DO MUNDO
Scans 2.0 das edições #08 a #17


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Sinopse: Prosseguem as aventuras de Jesse Custer, Tulipa e Cassidy no encalço de Deus. Quando estão quase se acertando, Jesse e Tulipa são raptados pelos capangas da bizarra e vingativa avó do pastor. É então que ficamos sabendo como tudo realmente começou. Como os pais de Jesse se conheceram, seu nascimento e como sua avó o fez tornar-se um homem de Deus. Sempre tentando fugir de seu destino, Jesse acaba envolvendo Tulipa nas tramas de sua avó enlouquecida.

Em seguida é a vez de conhecermos o Graal, uma organização que quer trazer o Messias paara governar o mundo, como foi há muito profetizado. Herr Starr acha que os planos do Graal não condizem com a realidade e decide que ele levará seu próprio Messias para o trono: Jesse Custer. Porém, no meio do caminho temos Jesus de Sade, o homem que organiza as maiores e mais depravadas orgias, e ele depende de uma quantidade de heroína que a falecida namorada de Cassidy iria fornecer. Tanto o Graal, como Jesse Custer e Jesus de Sade estão prestes a se conhecer... em uma orgia de sangue.

Garth Ennis e Steve Dillon não têm limites para o que pode acontecer em Preacher. Praticamente qualquer coisa é possível e imaginável, até mesmo o inimaginável. Deus pode estar ali, virando a esquina e Ele não quer ser pego. Amém.

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quarta-feira, 16 de abril de 2014

Transmetropolitan - Volume 01


TRANSMETROPOLITAN - VOLUME 01
Scans by Onomatopéia D./Rapadura A.

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Sinopse: Só vim a saber quem era Warren Ellis quando li The Authority e Planetary. Até então ele era um ilustre desconhecido, para mim. Pelas HQs citadas pude ver que seu estilo era violento e, ao mesmo tempo, muito inteligente.Também havia um sarcasmo inerente aos dois títulos que vinha direto da personalidade do autor. Planetary se tornou um dos meus quadrinhos favoritos. The Authority só prestou enquanto ele e, depois, Mark Millar escreveram.

Somente tempos depois descobri Transmetropolitan. Pude perceber que o personagem, Spider Jerusalem, já era bem venerado pelos fãs dos quadrinhos Vertigo. Tentei ler, mas a publicação aqui era pela péssima Braisntore. Mesmo em scans, a coisa não era muito constante, então desisti. Com a Vertigo nas mãos da Panini, um dos grandes milagres editoriais que se esperava aconteceu: o título começou a ser publicado, mesmo que vagarosamente, em encadernados de capa dura. Somente então, comecei a ler Transmetropolitan de verdade.

Para quem - ainda - não conhece: Spider é um jornalista que vive em um futuro distante. Se auto-exilou por cinco anos, vivendo como um eremita, até que é convocado pelo seu editor para escrever um dos livros pelo qual foi pago. Desesperado com as consequências do não cumprimento do contrato, Spider desce de sua montanha e vai para a cidade tentar arranjar um emprego, conseguir moradia e assim começar a escrever o maldito livro.

De volta ao mundo que preferia evitar, Spider aponta sua máquina de escrever para uma rebelião de pessoas conhecidas como transientes, gente que quer ser aceita como é, metade humano, metade alienígena. Pressentindo que as coisas podem sair do controle, Spider não pode fazer muita coisa a nço ser o que ele sabe fazer de melhor, ser um jornalista. Estando no olho do furacão, Spider sente que está de volta a ativa e agora é pra valer.


terça-feira, 8 de abril de 2014

Grandes Astros Superman


GRANDES ASTROS SUPERMAN - ENCADERNADO
Scans by Rapadura Açucarada/Onomatopéia Digital


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Sinopse: Superman (ou Super-Homem, como eu o conheci) é o primeiro dos super-heróis, o pai de todos, o fura-bolo, cata-piolho e tudo mais. Enfim, aquele que deu origem ao panteão de deuses multicoloridos que temos hoje. Como o próprio Morrison deixa claro na edição 10 de All Stars Superman, ele é aquele que mudou tudo. Com mais de 75 anos nas costas, fica meio óbvio que fazer algo de novo com o personagem é quase impossível. No entanto, essa não é uma boa desculpa para a avalanche de histórias ruins que o Homem de Aço coleciona em sua duradoura vida.

Outro fator para que Superman tenha tantas histórias sem nenhum apelo, é que ele é o cara bonzinho, o herói perfeito, sem mácula, sem paranóias. Gerado por um casal de cientistas, e criado por um casal de humanos bondosos, não poderia ser diferente. O Superman é tudo aquilo que o ser humano almeja ser. Heróis mais sombrios, como Batman, por exemplo, rendem histórias mais intensas e mais envolventes até. Daí que o desafio do roteirista de Superman é quase sempre ter de reinventar o personagem para que sua história faça alguma diferença. Foi o que Grant Morrison fez nesta minissérie.

No documentário Grant Morrison - Talking With Gods, Mark Waid conta que os dois estavam na rua, quando viram um cara vestido de Superman, sentado na pose que deu origem a esta capa acima. Não satisfeitos em apenas observar o homem fantasiado, foram até ele e começaram a perguntar como era ser um super-herói. Waid disse que ele respondia de forma séria, sem pestanejar, falando como se ele realmente fosse Kal-El. Este foi o sinal que Morrison precisava para escrever Grandes Astros Superman.

A HQ já está entre aquelas que marcaram para sempre todos os fãs - e até alguns não tão fãs - do super-herói mais emblemático de todos os tempos. Em Grandes Astros, Morrison e o artista Frank Quitely dão vida a um Superman que é o mesmo que conhecemos desde sempre e ao mesmo tempo é outro, totalmente diferente. E Morrison não quer deixar as coisas fáceis para o leitor, ele já começa dando um ultimato: Superman vai morrer.

Assim sendo, todas as 12 edições são releituras dentro de uma releitura. Seja do romance eterno dele com Lois Lane, da inimizade eterna com Lex Luthor, seja de sua relação com seus pais terrestres e até mesmo seu encontro com suas versões bizarras. Na edição 10 temos uma surpresa aos nos descobrirmos dentro da HQ, mas para saber como, só mesmo lendo e prestando atenção. Acabamos descobrindo que, para Morrison, o Superman é bem mais do que um super-herói.

Para complementar o post, segue abaixo o documentário Grant Morrison: Talking With Gods:


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Este é o primeiro documentário em longa metragem sobre o misterioso e icônico Grant Morrison, um dos escritores de quadrinhos mais aclamados pela crítica, e um dos autores mais vendidos da história da indústria, conhecido por trabalhos inovadores e contraculturais como Os Invisíveis, e reinvenções audaciosas de super-herois como Grandes Astros Superman, Homem Animal, Patrulha do Destino, Liga da Justiça e Batman.

O filme examina os 30 anos da carreira de Morrison, e os momentos de sua vida que inspiraram suas histórias. Através de longas entrevistas o próprio Morrison fala de seus primeiros anos na Escócia, do início de sua carreira nos quadrinhos, dos loucos anos 90, quando sua vida se misturou com a de seus quadrinhos, e de suas recentes tentativas de transformar seus problemas pessoais e a escuridão social em quadrinhos pertinentes.

O documentário ainda revela detalhes de seu processo criativo, incluindo um vislumbre de seus cadernos de anotações. A lista de entrevistados também inclui alguns dos criadores de quadrinhos mais populares e influentes como: Warren Ellis (The Authority), Geoff Johns (Lanterna Verde), Frank Quitely (Novos X-Men), Dan DiDio (Vice Presidente Sênior, e Diretor Executivo do Universo DC), Frazer Irving (Homem de Ferro), Phil Jimenez (Homem-Aranha), Cameron Stewart (Mulher Gato), Jill Thompson (Sandman), Mark Waid (The Flash). "Eu vivi tudo aquilo.

Eu me tornei o personagem. Ia aos mesmos lugares que ele, praticava seus rituais, me envolvia com os deuses, e punha tudo nos quadrinhos. Isto me deixou à beira da morte." - Grant Morrison.


terça-feira, 1 de abril de 2014

Hard Boiled: À Queima-Roupa


HARD BOILED: À QUEIMA-ROUPA - FRANK MILLER
Scans 2.0 by Onomatopéia/Rapadura


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Frank Miller já nos deu muitas alegrias em termos da Nona Arte. Fica difícil imaginar que seja a mesma pessoa de hoje em dia. Eu o conheci como a maioria daqueles da minha idade o conheceu: nas páginas das HQs da RGE e Editora Abril. Ou seja, não sabíamos quem era Frank Miller. Até o dia em que o Demolidor entrou em seu caminho. O Homem Sem Medo catapultou o senhor Miller para o estrelato.

A partir daí, a DC Comics também queria um pedaço do cara e o contratou para escrever uma das HQs mais importantes do Homem Morcego: Batman: O Cavaleiro das Trevas. E não parou aí. Juntamente com David Mazzuchelli revitalizou o mesmo personagem em Batman Ano Um. E o homem não parava. Voltando à casa de origem, retornou a Demolidor também mexendo em sua origem e depois nos deu a clássica Queda de Murdock, novamente com Mazzuchelli.

O homem tinha o mundo dos quadrinhos a seus pés. Logo estava trabalhando em projetos autorais como Martha Washington, Bad Boy, Sin City e este Hard Boiled: À Queima-Roupa, junto a Geof Darrow com quem dividiu os créditos dessa ficção científica ultra violenta. Darrow viria a ficar conhecido por seu trabalho no design do filme Matrix e se tornaria também um nome recorrente na indústria dos quadrinhos. Seu detalhismo impressiona.

Entre erros e acertos Frank Miller ia deixando de lado a fama de um dos grandes dos quadrinhos para trás. Com 300 de Esparta ainda manteve o brilho de outrora, mas com Batman: Cavaleiro das Trevas 2, a queda tivera início. Voltou a se animar com o cinema - depois do roteiro para Robocop 2 - quando Sin City foi adaptada para as telas. Mas, meteu os pés pelas mãos quando cismou de dirigir uma adaptação de Spirit, o personagem de Will Eisner, que não estava mais vivo para ver o fiasco.

Enquanto o homem não ressurge, vamos relembrando obras como Hard Boiled, e seu protagonista Nixon (ou Carl Seltz) que vai descobrindo que sua violenta vida não é bem aquilo que ele pensa. A HQ bem poderia ser uma espécie de começo da dominação pela SkyNet, onde as primeiras tentativas de rebelião são feitas. O próprio Miller escreveu uma minissérie chamada Exterminador do Futuro X Robocop. Claro, Hard Boiled não tem nenhuma ligação, mas, lendo e analisando os acontecimentos, parece que estamos vendo as sementes de um futuro dominado pelas máquinas sendo plantadas.

Quanto a Frank Miller é esperar que ele volte a nos brindar com obras que façam jus ao seu nome. Afinal quem reinventa personagens, também pode se reinventar.