sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Moonshadow - Scans 2.0


MOONSHADOW ENCADERNADO - ED. GLOBO (Rapadura's Edition)
Scans 2.0 com Extras by Onomatopéia/Rapadura
Participação Especial: Déborah Otyg

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PARTE 01
PARTE 02


Quando a Ed. Globo estava investindo no fino das HQs (V de Vingança, Sandman, Akira, Moonshadow e etc) eu estava em um estado de animação suspensa conhecido como "fanatismo religioso" e, neste estado, eu não li quadrinhos de 1990 até 1997. Sempre tenho de deixar isso claro, para que entendam que, até eu começar a digitalizar quadrinhos, eu simplesmente não conhecia algumas dessas pérolas da Nona Arte. Foi o caso de Moonshadow. Mas, os scans me fizeram ver a luz, me conduziram a verdes pastos e o scanner foi meu pastor, para que nada me faltasse. Aleluia, nerds!

Moonshadow foi uma das muitas relíquias que eu escavuquei em sebos e/ou comic shops. Ainda lembro bem onde encontrei o primeiro encadernado que digitalizei: na saudosa Gibimania, do tresloucado Marquinhos. Eu sempre ia lá, em sua loja, para comprar, trocar, fazer qualquer negócio, para conseguir mais gibis para ler e, em seguida, escanear. Ok, confesso que alguns eu nem mesmo li, já escaneava direto. Mas aquele chumaço que era o encadernado de Moonshadow me chamou a atenção, entre tantas outras preciosidades.

Li e me encantei com esta HQ de fantasia e ficção-científica, misturada a um surrealismo de contos de fadas e muita literatura. Mais abaixo colocarei uma sinopse apropriada. O fato é que pensei no mesmo instante, "ela precisa ser escaneada e compartilhada". Porém, havia um problema sério. O papel amarelado e a arte pintada se mostraram um desafio que eu não estava a altura de enfrentar. Mas, o fiz assim mesmo.

Eu não sabia o que fazer para restaurar a HQ sem destroçar totalmente a arte. Equivocadamente, fiz algo que só anos depois fui perceber que foi um erro. Usei uma ferramenta do Photoshop (smart blur) que dava a impressão de ajudar a eliminar a sujeira. Na verdade ela alterou drasticamente a arte. Mas, naquele instante, vendo a HQ ser restaurada, mesmo que a força, eu não percebi o que estava fazendo. Sem contar que eu ainda não sabia tudo sobre fazer scans. Na verdade, ainda não sei. Porém, sei mais que naquela época.

O tempo passou, como num vídeo acelerado, e eu estava agora em outro sebo, mais próximo de casa, mas que não é especializado em quadrinhos. O pouco que há por lá eles costumam vender a preço de ouro, se for muito antigo e raro. Olhando os poucos exemplares numa caixa, percebi que Moonsahdow encadernado estava lá, olhando para mim, como acontecera anos antes em outro lugar, em outro tempo. Sim, exatamente, eu comprei de novo para fazer uma versão 2.0 dos scans.

Dessa vez sem subterfúgios e escaneando em uma qualidade maior, como vem sendo de praxe nos últimos trabalhos. Levei um certo tempo para escanear e tratar as 380 páginas, mas uma coisa já batucava na minha mente. Algo que, desde a primeira versão eu já sabia. Havia um final expandido da minissérie. Este final foi publicado na reedição de Moonshadow pela DC/Vertigo.

A HQ fora publicada originalmente pela Marvel/Epic. Quando mudou de mãos os autores resolveram ampliar o final. Não é extatamente um final alternativo, mas coisas que não foram ditas na primeira vez. Consegui esta edição em inglês, pedi a amiga Débora Otyg para traduzir as páginas alteradas e as letreirei. Coloquei da páginas 23 em diante. Não as substituí na edição da Globo, apenas acrescentei como um extra em uma edição especial, junto com uma galeria de capas que são as feitas para a Vertigo. As três páginas finais, apesar de refeitas, não contém alterações, foram apenas transcritas da edição nacional.

Ufa!

Aqui vai uma sinopse da história:

"A história toma a forma de um eclético e peculiar conto de fadas com satírico e lida com elementos filosóficos de preocupações. Ela é contada através do dispositivo de enquadramento de Moonshadow olhando para trás em sua vida anterior. A ação diz respeito à eventos que levaram ao "despertar" de Moonshadow, o filho de uma hippie mãe e um pai estrangeiro enigmático. O estrangeiro, que se assemelha a uma esfera brilhante de luz tendo uma face humana estilizada, a mãe de Moonshadow raptada da Terra em 1968 junto com seu gato de estimação preto, Frodo. Quando o Moonshadow idealista e ingênuo é órfão aos 15 anos de idade, ele se torna amigo de um venal e oportunista humanóide chamado Ira. Moonshadow, Ira e Frodo, o gato partem em busca de uma vida para si próprios nas estrelas." Retirada da Enciclopédia HQ. E se quiser saber mais antes de ler, veja o artigo de Dicas do Duda.


BÔNUS TRACK: MOONSHADOW - A DESPEDIDA
Tradução e Letras by ComicsBR

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Esses scans são os mesmos, não foram refeitos, já que eu teria de refazer o trabalho do ComicsBR, ou seja, letreirar scans com mais qualidade. E, infelizmente não tenho tempo pra tanto. É a despedida do personagem, em uma HQ feita para o selo Vertigo. São as belas pinturas de Jon J. Muth, com texto corrido, escrito por J. M. DeMatteis. Sem o trabalho do grupo, provavelmente não teríamos nem mesmo essa chance de ler em português tal pérola.


segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Y: O Último Homem - Vol. 08


Y: O ÚLTIMO HOMEM - VOLUME 08
Scans by Onomatopéia Digital/RA

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Sinopse: Quase quatro anos depois que a praga global matou praticamente todos os mamíferos machos da Terra, as duas exceções - Yorick Brown e seu macaco Ampersand - estão no Japão. Mas os dois estão separados! Com a ajuda de 355 Yorick seguiu o rastro da sequestradora do bichinho até a Terra do Sol Nascente, um lugar que se adaptou de forma única ao extermínio dos homens. Para resgatar seu macaco - cujo organismo guarda a possível chave para a sobrevivência da humanidade -, o último homem da Terra e 355 terão que se embrenhar por Tóquio e cruzar um labirinto cujos obstáculos incluem lidar com o que sobrou da Yakuza, jovens criminosas e o lado obscuro do bizarro mundo do entretenimento que surgiu na ilha.

Enquanto isso, a dra. Mann e sua nova companheira rumam para uma reunião familiar na casa da mãe cientista. A recepção é ainda mais hostil do que ela esperava e isso pode ser o reflexo de um segredo que talvez esclareça sobre o que, ou quem, causou o genocídio.


segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Fábulas: Volume 03


FÁBULAS: VOLUME 03 - O LIVRO DO AMOR
Scans e Restauração: Onomatopéia/Os Invisíveis/SQ
Scans dedicados à Camila Pessôa

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Sinopse: No terceiro volume das aventuras fabulosas escritas por Bill Willngham e desenhadas por Mark Buckingham e Steve Leialoha, os nossos personagens dos contos de fadas voltam a enfrentar novos problemas para se manter às escondidas no mundo real. Um repórter de um jornal sensacionalista acaba "descobrindo" o segredo dos nossos heróis e vai revelar ao mundo. Agora, só um plano muito bem bolado para salvar a identidade do mundo das fábulas.

Em seguida, volta à ação Cachinhos Dourados. Escondida sob as asas de Barba Azul, não passa muito tempo sem ser descoberta, o que faz com ela e seu amante tomem medidas para que Branca de Neve e Bigby não saim vivos desta aventura. Para finalizar, Willingham amplia o conto de a Polegarzinha, criando uma nova história saída diretamente das páginas de Fábulas.


quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Sandman: Edição Definitiva - Volume 01


SANDMAN EDIÇÃO DEFINITIVA - VOLUME 01 (614 pgs.)
Scans 2.0 by Onomatopéia Digital, dedicados à Déborah Otyg

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PARTE 01
PARTE 02
PARTE 03
PARTE 04

ARQUIVO ÚNICO


Confesso que, em 1989, quando Sandman foi lançado a primeira vez no Brasil, pela editora Globo, eu não notei a presença dele nas bancas. Um ano depois eu entrei num estado de animação suspensa e não li mais HQs até 1997, quando fui descongelado. Quando voltei a ler quadrinhos, Sandman já era um sucesso inegável. Porém, eu ainda não estava lendo gibis como eu lia antes. Precisou que eu entrasse no mundo das HQs digitalizadas, para que voltasse a comprar quadrinhos como nos velhos tempos. Menos as mensais, mas isso é outra história.

O fato é que eu fiquei sabendo de Sandman e notava um certo endeusamento à HQ e ao seu autor, Neil Gaiman. E, sempre fico desconfiado e exasperado com coisas que são eudeusadas e, consequentemente, viram uma espécie de modinha, com todo mundo babando por aquilo. Sandman era assim, na época que conheci. O fato de que parecia haver mais mulheres do que homens que gostavam da HQ, me fazia pensar que era algum tipo de HQ romântica. Então eu estava com aquela velha atitude perigosa de "não li e não gostei". E assim fiquei por muito tempo.

O que foi quebrando minhas defesas contra esse modo de pensar foi conhecer outras obras de Neil Gaiman, como Orquídea Negra, Livros da Magia e e todas as HQs derivadas de Sandman. Estas eram mais fáceis de ler porque se resumiam a algumas poucas edições, muitas vezes só uma edição especial. Sandman eram 75 edições. Elas até existiam em scans, mas não conseguria parar para ler todas. Assim, eu já gostava de Sandman, mas não lia, porque queria ler em papel.

Quando a Conrad lançou os encadernados da série, eu achava-os caros demais. Acabei não comprando nenhum. Tentei insistir e ler os scans, mas desisti logo. Além de tudo, não tinham uma boa qualidade. Isso irritava, na hora da leitura. Então veio a Pixel e lançou um encadernado com quatro edições. Sua capa mole e poucas páginas fez com que fosse bem barato e, assim pude começar a leitura das HQs do Mestre dos Sonhos. Porém, a Pixel não passou do segundo volume. E a Vertigo foi para as mãos da Panini.

Na nova editora, eles resolveram chutar o pau da barraca e lanças as Edições Definitivas, que englobavam 20 edições ou mais por encadernado. E com muitos, muitos extras. Isso fez com que o preço fosse para a estratosfera. Novamente me vi sem condições de adquirir e ler Sandman. E o primeiro volume esgotou antes que eu pudesse juntar as moedas necessárias para comprá-lo.

O tempo passou, e o segundo volume foi lançado, mas agora não adiantava mais. Sem o primeiro não havia porque comprar o segundo. Até que a Panini resolveu reeditar o primeiro volume. E, finalmente, eu consegui comprá-lo. Foi quando realmente comecei a ler Sandman por mais de quatro edições. E não parei até terminar todas as 75 edições que foram lançadas nos anos seguintes, culminando com o quarto volume, neste ano.

Sandman é uma saga monumental sobre um deus que é aprisionado aqui na Terra por décadas. Morpheus é o mestre dos sonhos e seu aprisonamento traz consequências terríveis. Assim que consegue se libertar Sandman parte para sua vingança. Neil Gaiman reformulou o personagem criado na década de 30, o super-herói Sandman, da máscara de gás, mas sem destruí-lo. É como se o Sandman de Gaiman sempre tivesse existido, literalmente falando.

Este encadernado traz as primeiras vinte edições, os outros virão, mas sem previsão, pois o tempo que se leva é grande demais, impedindo outros scans. Feliz Natal para todos vocês e para suas famílias!


quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Pateta Faz História #04


PATETA FAZ HISTÓRIA #04: BEETHOVEN & DANIEL BOONE
Scans by Onomatopéria Digital/Rapadura Açucarada

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Sinopse: Beethoven e Daniel Boone são os ilustres satirizados em Pateta Faz História #4. Pateta como Daniel Boone, inédita no Brasil, reconta a história de um dos mais conhecidos desbravadores do território americano - também alvo de um seriado de TV nos anos 1960 e 70. A HQ não deixa de homenagear o também pioneiro Davy Crockett, cujas aventuras adaptadas para a televisão renderam à Disney rios de dinheiro. Mais detalhes no site Planeta Gibi.