terça-feira, 9 de julho de 2013

1 Litro de Lágrimas


1 LITRO DE LÁGRIMAS - AYA KITO
Scans by Sabrewulf/Onomatopéia Digital

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Nos primórdios do Rapadura Açucarada e do início da distribuição de scans de HQs em massa, uma das coisas que se destacou, logo algumas semanas depois, foi a contribuição espontânea de pessoas que visitavam o blog. Não precisei pedir, nem formar um grupo, simplesmente aconteceu. Como fogo em mato seco. As pessoas mandavam seus scans de todos os lugares do Brasil. Alguns deles, verdadeiras raridades. Essa agitação só servia para contagiar outros, que contagiavam outros. Por fim, muitos desses saíram para formar seus blogs de scans, inspirando assim novas pessoas a contribuirem também. Era o que se chama de um crescimento exponencial.

Tanto que hoje em dia pode-se formar uma árvore genealógica de blogs que inspiraram blogs que inpiraram blogs. Tudo porque as pessoas têm esse potencial para compartilhar. Nesse mesmo ritmo se seguiu os scans traduzidos, gerando os grupos de tradução de scans que vemos até hoje. Todos baseados no mesmo príncipio de contribuição espontânea. Era como trocar gibis de uma forma totalmente nova.

Me é impossível lembrar o nome de tantos que contribuíram para a Era de Ouro dos scans no RA. Calculo que foram dezenas a certa altura. Hoje em dia refaço muitos scans daqueles que tanto eles fizeram, como eu também fiz. Mas, mesmo sendo digitalizações ultrapassadas, foram a base para o que veio depois.

Com a dispersão e as várias fases por quais o RA passou, a contribuição acabou se dispersando também. Em parte é bom por eu controlar a qualidade e torná-la padrão, sem scans com diferentes graus de qualidade. Em parte é ruim, devido ao fato de eu ser apenas um e o tempo ser curto. Então vou fazendo o que posso no ritmo que dá. Não me preocupo com quantidade. Afinal, o que não falta são scans nos vários links à direita.

Então, chegamos ao mangá aqui postado. Além de ser uma contribuição de qualidade, faz com que retornemos a essa época do blog em que outras pessoas ajudavam. Pura nostalgia.


E, surpreendendo, Sabrewulf, que enviou o scan, foi além e acrescentou duas páginas escritas por ele, com uma introdução - coisa que a revista não possui - explicando não apenas mais da história de Aya Kito, mas da história dele mesmo e de como a revista o afetou, já que... bom, leia a introdução.

Aya Kito é uma menina de 16 anos que descobre estar com uma doença degenerativa, que começa a afetar seus movimentos e cada dia seu passa a ser uma luta. Sua médica sugere que ela escreva em um diário tudo que sente e tudo pelo que passa, e ela acata a sugestão, o que acaba servindo como base para um livro, publicado mais tarde, para uma minissérie televisiva e, finalmente, para este mangá. Como Aya mesmo diz durante sua história "eu deixei minha marca". Ela se referia a como estava contribuindo para a organização de sua classe e como as pessoas gostavam dos livros que ela sugeria. Mas, sua marca foi bem além disso.

Obrigado, Sabrewulf.


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Mythology


MYTHOLOGY: THE DC COMICS ART OF ALEX ROSS
Scans by Unknown People but Fucking Awesome

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Sinopse: Alex Ross (nascido em 22 de janeiro de 1970) é um pintor de histórias em quadrinhos norte-americano, aclamado pelo realismo fotográfico de seu trabalho. Ross é, de longe, o mais proeminente pintor dos quadrinhos e é conhecido por sua paixão pelos visuais antigos de personagens clássicos e pelo lado místico dos super-heróis.

Nos últimos dez anos a maioria de seu trabalho foi direcionado para as duas grandes editoras do gênero, a Marvel Comics e a DC Comics. Ele também é co-criador da série Astro City, que explora o mito de super-heróis.

Entre os trabalhos de Ross destacam-se Marvels (ed.Marvel, 1994), minissérie em quatro partes, sobre o ponto de vista de pessoas comuns em um mundo recém apresentado aos super-heróis e Kingdom Come(Reino do Amanhã) (DC, 1996), sobre um futuro violento onde os humanos não conseguem mais conviver com os supra-humanos.

No final dos anos 90 e começo dos anos 2000, Ross lançou em parceria com Paul Dini histórias em formato tablóide comemorando o aniversário de 60 anos dos ícones Superman, Batman, Mulher-Maravilha e Capitão Marvel.


Manual da Copa do Mundo - Espanha 82


MANUAL DA COPA DO MUNDO - ESPANHA 82
Scans by Rapadura Açucarada

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Badger Alucinado


BADGER ALUCINADO - 04 EDIÇÕES
Scans by F.A.R.R.A.

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Sinopse: Badger é um alucinado. Combatente do crime formado por conta própria nas estradas e ruas da América, Badger força sua justiça sanguinária contra o queixo e partes frágeis da anatomia de infratores de trânsito, trombadinhas, adolescentes que escutam música alto, hare-krishnas que vendem incensos... em suma, qualquer corpo que ele sinta vontade de afofar. Porque ele é LOUCO! Badger é apenas uma das facetas de Norman Sykes, um veterano do Vietnã com um caso de múltipla personalidade. em seu disfarce de super-herói, ele domina com maestria o Shorin-ryu e dúzias de outras obscuras, esotéricas, arcanas, sem mencionar obtusas artes marciais. Ele também pode falar com os animais, exatamente como o Dr. Doolittle, só que com melhores resultados.


terça-feira, 2 de julho de 2013

Marvel 40 Anos no Brasil


MARVEL 40 ANOS NO BRASIL
Scans by Chesco36/Gibis Clássicos

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Mesmo sendo um decenauta assumido, minhas lembranças mais distantes em termos de quadrinhos de super-heróis, são da Marvel. Claro, existe um motivo para isso: as HQs da DC eram publicadas pela Edirora Brasil-América Ltda (EBAL), e eu simplesmente odiava a diagramação feita por eles. Os balões com aquelas letras como se fossem datilografadas me desanimava e fazia com que eu não as lesse tanto quanto eu lia Marvel. Mesmo os heróis da Marvel chegaram por aqui pelas mãos da EBAL, mas quando eu comecei a ler quadrinhos, os heróis da Casa das Idéias eram publicados pela Editora Bloch.

E, foi nesta editora que eu lembro de ter lido minha primeira HQ da Marvel. Era um número de O Mestre do Kung Fu. Eu era tão novo que nem mesmo entendia que o herói era da editora americana. Para mim, pouco importava. Os super-heróis eram todos parte de um único mundo, o da diversão. Mas, conforme fui crescendo, fui percebendo estas divisões. Quando eu já lia com mais assiduidade, a Marvel estava dividida entre a Rio Gráfica e Editora (RGE) e a Editora Abril.

Essa divisão causava uma confusão na minha cabeça e uma certa irritação. Enquanto eu gostava de como a Abril produzia as HQs, eu não era tão fã assim dos heróis que ela estava publicando, ou seja, Capitão América, Thor, Quarteto Fantástico e etc. E, por outro lado, detestava o projeto gráfico da RGE, incluindo o papel usado, mas os heróis que eu mais gostava estavam lá, Homem-Aranha, X-Men, Hulk, Nova e tantos outros. Aquilo era desanimador. Pelo menos a DC estava toda centralizada na EBAL, fosse para o bem ou para o mal.

Em 1984, quando eu tinha meus 14 anos de idade, isso tudo mudou. Além da DC, todos os heróis da Marvel foram para a Editora Abril. Surgiram as revistas do Homem-Aranha, Incrível Hulk e, a já publicada, Superaventuras Marvel ganhou a companhia dos X-Men, e outros heróis que estavam na RGE, que manteve o direito sobre alguns poucos quase desconhecidos personagens, o que não fez muita diferença.

Com essa centralização dos quadrinhos de super-heróis em apenas uma editora, meu lado decenauta se fez mais presente, mas nunca abandonei os quadrinhos Marvel. Afinal, essa época foi uma das melhores para os fãs. Como não sabíamos das mutilações que o formatinho sofria em relação ao formato americano, isso não nos afetava. A Marvel ia de vento em popa na nova editora.

Com o lançamento das Graphic Novels, passamos a ter material de maior qualidade, inclusive no selo Graphic Marvel, exclusivo para histórias especiais, fechadas. Os títulos mensais eram devorados, fosse Heróis da TV, Capitão América, Superaventuras Marvel e todos os outros, incluindo o trimestral Grandes Heróis Marvel que, com esse título grandioso, fazia com que três meses fosse uma espera infinita.

Com a chegada dos anos 90 a qualidade dos quadrinhos caiu em nível mundial, então não seria diferente por aqui. A única frente de resistência eram os especiais e algumas graphics. Ao mesmo tempo a Abril começava a cansar de publicar super-heróis, e mudanças de formatos, quantidade de páginas e preço exorbitante anunciavam oo fim da Era Abril. Não parecia haver nenhuma outra editora que pudesse arcar com os direitos das duas editoras americanas e continuar a publicação unificada e coesa qua a Abril vinha fazendo. Tudo teria sido mais complicado, se não fosse a editora Panini entrar de sola.

A editora italiana fez o mesmo que a Abril, adquiriu os direitos das duas grandes americanas. E a Marvel estava novamente de casa nova. Os títulos eram publicados em formato americano, coisa que a editora anterior fez, mas nos seus últimos meses com os super-heróis e a um preço exorbitante para a época. Assim, um novo século e uma nova casa para Homem-Aranha e cia.

Edições encadernadas conhecidas como Os Maiores Clássicos, traziam de volta muito do material que fora publicado em formatinho, ou seja mutilado, agora completo e mais próximo do material original. Coleções completas das aventuras do Demolidor de Frank Miller e do Quarteto Fantástico de John Byrne chegaram aos leitores antigos e novos. E, entre tanto especiais, chegamos ao que postei aqui hoje, digitalizado pelo Chesco36, do blog Gibis Clássicos: Marvel 40 Anos no Brasil, publicado em 2007.

Além de uma extensa matéria sobre a trajetória da Marvel em nosso país, a edição é recheada de histórias importantes dentro da história da editora Marvel. Temos por exemplo a emblemática O Garoto Que Colecionava Aranha e a clássica aventura dos mutantes Dias de Um Futuro Esquecido, ambas em scans de qualidade, finalmente. Também transita entre as várias linhas de quadrinhos que surgiram como o Novo Universo, Universo 2099, Marvel Max e Ultimate Marvel, respectivamente com Estigma, Homem-Aranha 2099, Poder Supremo e Ultimate X-Men. Em resumo, uma edição imprescíndivel para os fãs brasileiros da Marvel. E isso dito por um decenauta.